sexta-feira, 8 de maio de 2015

Morrer de amor

Este texto mistura versos e prosa para apenas falar dos sentimentos mais profundos que qualquer mulher pode ou poderá ter quando a vida sem que ela tenha controle sobre ela lhe apresenta o amor e depois as conseqüências que esse sentimento inevitavelmente nos trás.


Morrer de amor, naquela noite quando decidimos que não poderíamos mais estar juntos eu pensei que morreria de tanto amor, pensei que nunca mais conseguiria ser feliz se você não estivesse ao meu lado. Não acreditei que você fosse capaz de me abandonar à minha própria sorte.
Oh! Como morro por ti, quanta solidão senti desde então e quanta solidão você também sentiu e depois fomos incapazes de voltar atrás, fomos incapazes de perdoar um ao outro e cometemos erros, erros que nos fizeram infelizes, pagamos o preço da falta de paciência, o preço que pagam àqueles que não agem com o coração.
E quão sublime esse sentimento, o sentimento de dor solitária, que autoriza o outro a continuar vivendo, que permite ao outro recomeçar, que aceita que seja feliz mesmo não estando onde deveria estar... Ao nosso lado.
Morrer de amor e continuar morrendo dia após dia, e depois ressuscitar bravamente em outro papel interpretado à sua própria sorte.
É como viver eternamente uma velha estória repetidamente, e se contentar com os sonhos e pensar que a mudança virá num tempo em que a espera se torne insuportável.
É como respirar o ar que respiras e não distanciar-se nunca.
E se afogar em teus beijos, àqueles guardados na memória e repassado como um rosário nas noites que vivo sem você.
Morrer de amor, ainda vive a ideia de que consegui sobreviver sem esse sentimento real em mim.
Morro os dias por ti já sabendo que no amanhã estarei esperando que me salve.
E que felicidade sentir o que sentes e estar ao teu lado, caminhar na mesma calçada, apreciar as mesmas vitrines e se lambuzar de rotina.
E me satisfaz sentir-te comigo, caminhando, correndo, dançando, e fazendo todas as coisas que sempre fiz sozinha.
E meu ser fica acariciado, e eu aprendo que era pequena, que era metade, que era parte tua perdida em mim.
Extasiado ao teu lado, trêmulo, inocente, fervente, simples e nada.
Oh! Que felicidade morrer por ti, e viver de novo depois do amor.
Morrer de amor é viver muito mais que a própria existência humana.
Significa viver a sublime arte de ser criatura amada, alma encontrada entre tantas que estão perdidas.
Viver a maravilha de te amar e desejar o que desejas,

Simplesmente sem pensar no depois.

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