sábado, 24 de maio de 2014

Em frente ao mar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas (Cecília Meireles)

Dos meus olhos vejo a imensidão azul, sinto o aroma que inebria e resgato meu sonho marítimo de dentro da minha alma serena. 

Se existe uma coisa nesse mundo que me acalma é estar diante do mar, e por incrível que pareça eu não costumo muito ir ao seu encontro. Mas sempre que perto dele estou tenho a sensação inebriante de ser única e especial. É uma sensação de liberdade indescritível, uma sensação de serenidade que invade meu interior, quando encho meus pulmões e sinto o ar marítimo tomando conta do meu ser me sinto parte dele.
Entretanto, sinto um medo tremendo do mar. Quando ouço noticias sobre sua fúria, estremeço. E ultimamente o mar já provou por diversas vezes o poder que tem. A devastação que causa quando irado, arremete-se sobre a areia, casas, ruas, cidades inteiras. Engole a vida nesse ritmo frenético de ondas gigantescas que ao romper leva consigo sonhos, vida e amores. Pra instantes depois esquecer tudo e se acalmar, ficar azul, translucido, cheio de vida, repleto de calor.
E contamos as ondas, nessa calmaria ritmada que apaga a lembrança de tudo que sua fúria causou.
É desse modo que vejo você, é desse modo que me vejo.

Escrito em
19/05/2012


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