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quinta-feira, 9 de maio de 2019

050 - Algo de você



Algo de você
Dá-me algo teu para sobreviver
Dá-me teu amor, teu calor
Teu sorriso.
Não posso viver sem você
Sem teu amor
Dá-me uma chance
Para te mostrar o que sinto
Em qualquer lugar
Em qualquer coisa que faço está você.
Tente entender
Meu amor ainda existe
Agora é mais forte
Tua imagem persiste
E choro por isso.
Tente compreender
Tente me amar como te amo
Em qualquer mundo
Nosso amor pode ser maior
Que antes.
Tentemos mais uma vez
Mesmo que seja a última
Meu amor
Teu amor
Resistirá.
Escrito em 02/06/1983







terça-feira, 23 de abril de 2019

049 Ah... Como te amei!



Ah! Como te amei!
Em meio aos risos
Em meio às dores
Mas te amando...
Ah! Como te sentia!
Quando chovia
Quando nossos corpos suavam
Mas te sentindo...
Ah! Como era feliz!
Como sorria,
Como amava,
Ah! Ninguém nunca imaginou.


Sara Mel
escrita em 14/03/1985





sábado, 25 de agosto de 2018

047 - ABUSO


#PraCegoVer
Na imagem vemos a foto de uma mulher com o olhar triste e angustiado. Ela está atrás de alguma folhagem o que nos permite ver apenas uma parte do seu rosto.

Tive um dia o verde
Como esperança
Senti na pele o vigor
De uma imensa lembrança
Que se apagou como uma luz
E fiquei a lhe esperar
Como abuso.
Jussara Melo
Parte do Livro de Poesias Madrugais
10/10/1980




sexta-feira, 22 de junho de 2018

046 - INSÔNIA


É madrugada, o apito noturno me ilude proteção.
Ele está tão longe, mas mesmo assim ouço ruídos
Quem será que ligou o motor?
O som me desperta mais um pouco
E quando abro os olhos... Escuridão.
Onde estou?
Quem me desperta essa hora?
Que bêbado cambaleia em meu portão?
Meu cão late, e surge em meus ouvidos,
Uma sinfonia noturna, estridente, persistente.
Parem! Grito mentalmente.
É madrugada.
De repente o silêncio, calmo, assustador.
Como se todas as coisas estivessem mortas
Ensurdeci. E me senti tão só.
É madrugada, é noite gelada.
Alguém sonha ao meu lado,
Sonha o que não consigo ter... Sonho.
Meu sonho é acordado, é cansado.
A respiração é lenta, o nervosismo aumenta.
A cabeça balança feito um pêndulo.
Vai ao trabalho, vai ao amado.
Vem lamentando estar acordado.
É madrugada fria.
Minha mente aflita, minha noite perdida,
O sono partiu, quando fiquei só, quando todos partiram.
Os minutos passam lentos, conto os segundos,
Meus olhos acostumados com a escuridão vêem você.
Calmo, lindo ao meu lado.
Poderia te amar agora, poderia te dar muito de mim,
Mas teu sono é tão merecido, tão tranqüilo, tão excitante,
Que desisti.
Escrita em 05/09/2010
Veja mais em:
LIVRO MADRUGAIS
autora: Jussara Melo
https://clubedeautores.com.br/book/

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

045 - QUANDO QUERO ESQUECER



Quando quero esquecer... Esqueço!
Quando quero esquecer invento outra vida para viver,
Faço uma nova história, conto um novo conto
Escondo-me, pra depois ser de novo encontrada.

Quando quero esquecer... Sinto!
Reinvento um novo tema, e me convenço
Que esquecer é o melhor remédio
Para um novo começo... Que mereço.



Jussara Melo
escrito em 07/08/2011
https://www.facebook.com/Jussara.Melo.Escritora/


Os comentários podem ser feitos no final do post. Beijuss

terça-feira, 19 de julho de 2016

044 - POESIA: "A VIDA"



Quando eu a vida deixar
O amor que sinto por ti não se acabará.
Mas se eu deixar de te amar
A minha vida também me deixará.
Quando meus cabelos estiverem brancos, da cor da neve,
Os teus também estarão,
E nós dois em um jardim de inverno,
Invisíveis nossos corpos ficarão.
Quando eu a palavra fria falar,
E o mundo da Terra deixar,
Pode esperar...
Que hei de te encontrar.
Escrito em

24/04/2011


terça-feira, 24 de maio de 2016

043 - Amor colegial



Como eu queria
Amar você sem medo,
Relembrar a minha solidão sem saudade,
Lamentar sem voltar a minha angustia,
Ouvir o canto dos pássaros
Sem chorar.

Amo você sem maldade,
Dou-me por inteira sem saudade,
Relembrando com tristeza aquela partida
Infinita e sem vida,
Aqui no presente acaricio o seu retrato,
No qual você está
Orgulhoso e triunfante.

Morre em meu pensamento
Outro dia sem que o tempo
Nunca mais encontrei,
Triste vivo a chorar
E passo a vida toda a pensar
Indagando aquela partida,
Rápida como o vento
Ou triste como eu.

De repente
A saudade volta...
Suave, linda e triste.
Imagino como se fosse realidade
Lírica e com saudade,
Vou ao seu encontro
Amando-o sem consolo.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

042 - Apenas sorria!

Emoticon smileEmoticon smile


Quando alguém disser algo que não goste, sorria.
Quando alguém humilhar você ao ponto de quase chorar, esforce-se e sorria.
Quando alguém abandoná-la e deixar você vazia por dentro, fortaleça-se e enfim sorria.
E se a luta for muito grande querendo desistir de tudo, descanse um pouco e depois sorria.
Sorria para àqueles que não a compreendem,
Sorria para àqueles que não conseguem entender a sua dor,
Sorria para o não e aguarde o sim.
Sorria mesmo quando seus olhos choram.
Sorria mesmo quando lhe falta a fé.
Porque na vida um dia é ruim e o outro é bom.
E se conseguirmos aproveitar do dia ruim uns instante,
Imagine como será quando o dia bom chegar! 

Emoticon smile
Emoticon smilQuando alguém disser algo que não goste, sorQuando alguém humilhar você ao ponto de quase chorar, esforce-se e sorria.




domingo, 1 de novembro de 2015

041 - CAMINHANDO AO TEU LADO VI ESTRELAS


Lembro-me desse dia como se fosse hoje, não era um momento bom em minha vida, estava enferma: fisicamente, emocionalmente e interiormente. Senti que precisava respirar, precisava renascer e recomeçar.
O destino era a praia de Itaguaré na cidade de Bertioga, litoral de São Paulo. O dia estava agradável e mesmo que eu não seja daquelas pessoas que amam ficar tostando na areia, me satisfaço com as longas caminhadas que me energizam e acalma o meu ser.
Nesse dia caminhei quilômetros, e enquanto as ondas massageavam meus pés eu sentia minha alma voltar tranquila de onde nunca deveria ter saído. Quando se caminha sem pressa de voltar podemos apreciar o que a natureza nos oferece gratuitamente, e foi nesse dia que vi pela primeira vez uma mariposa gigante e azul sobrevoando a espuma viva e brilhante daquele mar que me sondava. Fotografei aquele ser magnifico com meus olhos que jamais o esquecerá e pensei nas belezas que perdia quando me negava esse prazer tão simples e gratuito.
Ouvia o suspiro do vento que me dizia: ̶  Eu existo por você, fui criado por você. Sinta-me, refresque-se e apaixone-se por si mesma outra vez!
Era uma sensação de carinho natural que só alguém predisposto a sentir consegue absorver, e eu estava disposta a receber esse carinho outra vez.
O balançar das ondas me trouxeram recordações da minha infância, de quando me importava sentar-me junto a um tronco de árvore caído e apreciar o vai e vem da maré, sem contá-las, sem prestar atenção às pessoas, apenas saboreando o frescor da brisa da manhã e sendo feliz. Coisa de menina que ainda não conhecia o sofrer.
E então percebi que estava de volta ao meu ser interior, e feliz voltei ao meu lar, feliz por ter deixado no mar meus pesos, minhas dores, meus fracassos. Agora me sentia revigorada.
Felizmente a maré não se cansa de trazer o novo onda após onda. E caminhar ao lado Dele foi o melhor que me pode acontecer naquele momento. 
Escrito em 01/11/2015 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

040 - Terra seca


Terra seca... falta água... falta tudo.
Rachaduras... marcas visíveis do descaso
Do abandono... falta a água falta a vida.
Eu teimosa... finco minhas raízes nessa crosta
Nessas fincas que absorvem o sereno noturno
E me alimento dele, aproveito o pouco que me é servido...
E sobrevivo.... respiro e vivo,
Arrebento com meu caule a terra seca,
Me movendo pelos pequenos espaços que consigo passar
E sinto o calor do sol que me traz de novo à vida
E renasço da terra seca que me deixaram caída
Para nascer em mim novas folhas
Dessa vez mais verdes
Dessa vez mais fortes
Capazes de suportar o calor e o vento
Que soprar ....
Dessa vez darei meus frutos mais doces
Mais suculentos
Pra você provar que ainda nessa terra seca
Há vida. Jussara Melo Escritora

quinta-feira, 2 de julho de 2015

039 - O que eu adoro em ti


O que eu adoro em tua natureza,
Não é o profundo instinto maternal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza, nem a tua impureza.
O que eu adoro em ti – lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida.
(Madrigal Melancólico, Manuel Bandeira)



O que eu adoro em tua natureza é tudo o que você transmite quando está normal, casual. O fato de simplesmente ser você, sem fingimentos, sem jogos, sem fantasias e mascaras, sem imitações alheias. O que eu adoro em você é essa tua natureza simplificada, vertente tua, natural e singular.
Não é o profundo instinto maternal ou paternal, não é as atribuições diárias adquiridas nesse relacionamento de anos, não é as obrigações diárias que a vida nos impôs, o que adoro em você é seu instinto amável, carinhoso, cuidadoso. Esse mesmo instinto que me levou até você sem que eu pudesse impedir.
Em teu flanco aberto como uma ferida que lastima-me e tortura-me por imaginar que talvez essas feridas tenham sido produzidas por mim. Produzidas por minhas imprudências, por minhas mentiras, por minhas promessas não cumpridas. Teu flanco que é metade meu, metade dor, metade de mim mesma.
Nem a tua pureza, nem a tua impureza de nada mais importa, não importa tais explicações, tais divagações se o mais importante não é o que parece ser e sim o que verdadeiramente você é comigo. As circunstancias puras ou impuras nos trouxeram até aqui, mas a determinação de continuarmos juntos deve ser límpida.
O que eu adoro em ti – lastima-me e consola-me, pois somos feridos e curados, somos companheiros e solitários, somos íntimos e estranhos, nessa ciranda que nos envolvemos e não conseguimos sair.
O que eu adoro em ti, é a vida.
Vida que traduz o amor que sinto por ti.
Jussara Melo

Escrito em 05/01/2013

domingo, 21 de junho de 2015

038 - O mar e a terra


Por uma vez, uma única vez em toda sua vida, provou a terra o sabor do mar. Porque era terra firme, frutífera e repousada.
Arriscou-se em suas enormes ondas, que a molharam, enlaçaram-se e o mar a cobriu com sua espuma gelada.
Por uma única vez provou do seu líquido e se tornou areia.
E o mar em toda sua imensidão moveu-se direção a terra e a beijou.
E reconhecendo atitude tão nobre a terra que acostumada ao repouso profundo correu e abraçou seu mar.
E foram areia e mar durante as manhãs de primavera, e nos verões se alimentaram apenas das partículas deixadas em seus corações.
O mar descia em sua profundeza e via a terra escura, do fundo de sua memória, via a vida que ela produzira.
A terra olhava para o céu esperando a chuva e quando a sentia salgada sabia que era o seu amado mar em forma de pingos a acariciá-la.
***
Nessas últimas semanas passei por isso e soube de pessoas que se sentiam exatamente como esse amontoado de minério que é a terra e essa imensidão de composto químico que é o mar.



sexta-feira, 12 de junho de 2015

037 - Noivo meu



Um lindo dia dos namorados a todos amigos e leitoresEmoticon heart
Emoticon heart Noivo meu Emoticon heart
Doce são teus lábios entre as nuvens,
De calores e trêmulas sensações,
Quando me afagas, oh amado meu,
Com teu contorno, com teu desejo,
Esqueço as quimeras, esqueço o tempo,
E me cinzo de frescor.
A brisa mansa que emana,
Na madrugada que enfeitiça
Meu olhar encontra o teu,
E disfarça a saudade,
Dos minutos que dormimos
Separados pelo véu do tempo
Que necessitamos p’ sonhar,
Com nossos beijos, com nossos tesouros,
Que permanecem guardados,
Dentro do olhar que nos uniu.
Quando a lua iluminou teu dorso
E olhavas para mim,
Que distraída não te buscava,
Mas te queria nos sonhos,
E nas madrugadas frias
Do meu leito nupcial.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

036 - Ah... se eu pudesse


     Ah... Se eu pudesse taparia meus olhos para não ver a indignidade humana.
     Ah... Se eu pudesse taparia meus ouvidos para não escutar aquilo que fere demasiadamente 
              quem os escute.
     Ah... Se eu pudesse calaria minha voz e me faria de muda para não ter que opinar e escolher 
              um lado.
     Ah... Se eu pudesse amar mais e odiar menos,
                                      Cuidar mais e ferir menos,
                                      Ensinar mais e punir menos,
                                      Acariciar mais e bater menos,
                                      Abraçar mais e afastar-se menos....
     Ah... Se eu pudesse entender o que te falta...
              Se eu pudesse atrair o que nos separa....
              Se eu pudesse te aceitar como és.
                                      Seria feliz um bocado mais.
                                      Seria boa um minuto a mais.
                                      Seria linda um dia e a vida toda.
                                      Ficaria em paz.
    Ah... Se eu pudesse contemplar a paz e apaziguar o valente.
    Ah... Se eu pudesse calar o inconsequente
    Ah...  Se eu pudesse apenas...
    Viver regalada de flores...
            Regalada de beijos...
            Regalada de sonhos...
            Encantada e apreciada.
Ah... se eu pudesse.... Ah.... Se eu pudesse....

sexta-feira, 8 de maio de 2015

035 - Morrer de amor

Este texto mistura versos e prosa para apenas falar dos sentimentos mais profundos que qualquer mulher pode ou poderá ter quando a vida sem que ela tenha controle sobre ela lhe apresenta o amor e depois as conseqüências que esse sentimento inevitavelmente nos trás.


Morrer de amor, naquela noite quando decidimos que não poderíamos mais estar juntos eu pensei que morreria de tanto amor, pensei que nunca mais conseguiria ser feliz se você não estivesse ao meu lado. Não acreditei que você fosse capaz de me abandonar à minha própria sorte.
Oh! Como morro por ti, quanta solidão senti desde então e quanta solidão você também sentiu e depois fomos incapazes de voltar atrás, fomos incapazes de perdoar um ao outro e cometemos erros, erros que nos fizeram infelizes, pagamos o preço da falta de paciência, o preço que pagam àqueles que não agem com o coração.
E quão sublime esse sentimento, o sentimento de dor solitária, que autoriza o outro a continuar vivendo, que permite ao outro recomeçar, que aceita que seja feliz mesmo não estando onde deveria estar... Ao nosso lado.
Morrer de amor e continuar morrendo dia após dia, e depois ressuscitar bravamente em outro papel interpretado à sua própria sorte.
É como viver eternamente uma velha estória repetidamente, e se contentar com os sonhos e pensar que a mudança virá num tempo em que a espera se torne insuportável.
É como respirar o ar que respiras e não distanciar-se nunca.
E se afogar em teus beijos, àqueles guardados na memória e repassado como um rosário nas noites que vivo sem você.
Morrer de amor, ainda vive a ideia de que consegui sobreviver sem esse sentimento real em mim.
Morro os dias por ti já sabendo que no amanhã estarei esperando que me salve.
E que felicidade sentir o que sentes e estar ao teu lado, caminhar na mesma calçada, apreciar as mesmas vitrines e se lambuzar de rotina.
E me satisfaz sentir-te comigo, caminhando, correndo, dançando, e fazendo todas as coisas que sempre fiz sozinha.
E meu ser fica acariciado, e eu aprendo que era pequena, que era metade, que era parte tua perdida em mim.
Extasiado ao teu lado, trêmulo, inocente, fervente, simples e nada.
Oh! Que felicidade morrer por ti, e viver de novo depois do amor.
Morrer de amor é viver muito mais que a própria existência humana.
Significa viver a sublime arte de ser criatura amada, alma encontrada entre tantas que estão perdidas.
Viver a maravilha de te amar e desejar o que desejas,

Simplesmente sem pensar no depois.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

034 - Minhas mãos ainda estão molhadas

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas (Cecília Meireles)



Dos meus olhos vejo a imensidão azul, sinto o aroma que inebria e resgato meu sonho marítimo de dentro da minha alma serena. 
Quando enfim consegui enfrentar o mar e ali derrubar vários medos que me perseguiam por dias e anos, mesmo assim, em alguns momentos pensava em você, que em terra firme e distante talvez estivesse pensando em mim.
Em alguns momentos sozinha no convés daquele imenso barco me senti uma formiguinha navegando numa folha perdida naquele imenso mundo molhado e mesmo assim pensei em você que em terra firme e seguro nem imaginava que tão distante alguém pensava e pensava em tudo que poderia ter acontecido e não aconteceu.
Assim são os amores não realizados, povoam nossa mente e nosso coração por tempo demais, por infinitas horas, por segundos eternos... Sem fim... Sem término de dor... Sem esperança.
Falar do amor inacabado, mal resolvido é garantia certa de lágrimas escorrendo não apenas por meus olhos, mas talvez, quem sabe por olhos desconhecidos que eu nunca verei e nunca saberei.
Falar do amor incompreendido causa em mim aquela velha sensação de impotência que causa também em você que agora em algum lugar desse mundo está lendo essa forma de responder à poeta que meus dedos também já molharam areias desertas.
Areia de coração duro, medroso, inconsequente. Areia que ainda tem medo de amar, medo de dividir e arriscar sair dessa praia e se aventurar no mar.
Metáfora?
Nem todo mundo compreende as metáforas de uma poetisa que ao tratar seu amor como areia o deixa incógnito e protegido.
Porque até na dor a mulher que ama protege o homem que tanto deseja.







sexta-feira, 17 de outubro de 2014

033 - A beira do caminho


Quando sentada a beira de um caminho, vejo as flores que plantei me lembro que o acreditar que elas floresceriam era o que me animava a regá-las diariamente.
Quando sentada a beira desse mesmo caminho, vejo o amor que semeei me lembro que o cuidar foi o que possibilitou que ele existisse até agora.

E sentada a beira do caminho fiquei a admirar as flores e você que simplesmente me beija ao amanhecer.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

032 - Dulce Primavera


Primavera de flores,
Primavera de sueños,
Que tu sol a caliente nuestros huesos,
Y tu lluvia refresque nuestra alma.
Bienvenida flores en mi jardín
Bienvenida en mi vida el colibrí que te besa
Dulce estación de las flores.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Lançamento do livro de poesias Madrugais


Hoje é o lançamento do meu primeiro livro de poesias, nele você poderá ler versos que escrevi na minha mocidade e outros nos dias atuais e também visualizar lindas ilustrações feitas pela amiga Suzana Agraciada , que acreditou nesse meu sonho, me ajudou na produção do livro, enfim foi meu braço direito em toda essa caminhada.
Tivemos como fiel companhia a presença de Deus, que nos ajudou nas decisões difíceis a serem tomadas, nos amansou quando em momentos de cansaço quase desistimos, mas um projeto como esse tinha que sair lindo como saiu.
Peço aos meus amigos que compartilhem esse link e visualizem um trecho do nosso livro.
Madrugais é promessa de Deus em minha vida e é com muito amor que agora compartilho com você um pouco do que sou eu.
Obrigada Su por me aguentar durante todos esses meses, você foi incrível!
<a href="https://www.clubedeautores.com.br/book/171609--Madrugais"><img alt="Compre aqui o livro 'Madrugais'" src="//s3.amazonaws.com/media.clubedeautores.com.br/assets/share/clubedeautores_promote_1.jpg"/></a>

sábado, 24 de maio de 2014

031 - Em frente ao mar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas (Cecília Meireles)

Dos meus olhos vejo a imensidão azul, sinto o aroma que inebria e resgato meu sonho marítimo de dentro da minha alma serena. 

Se existe uma coisa nesse mundo que me acalma é estar diante do mar, e por incrível que pareça eu não costumo muito ir ao seu encontro. Mas sempre que perto dele estou tenho a sensação inebriante de ser única e especial. É uma sensação de liberdade indescritível, uma sensação de serenidade que invade meu interior, quando encho meus pulmões e sinto o ar marítimo tomando conta do meu ser me sinto parte dele.
Entretanto, sinto um medo tremendo do mar. Quando ouço noticias sobre sua fúria, estremeço. E ultimamente o mar já provou por diversas vezes o poder que tem. A devastação que causa quando irado, arremete-se sobre a areia, casas, ruas, cidades inteiras. Engole a vida nesse ritmo frenético de ondas gigantescas que ao romper leva consigo sonhos, vida e amores. Pra instantes depois esquecer tudo e se acalmar, ficar azul, translucido, cheio de vida, repleto de calor.
E contamos as ondas, nessa calmaria ritmada que apaga a lembrança de tudo que sua fúria causou.
É desse modo que vejo você, é desse modo que me vejo.

Escrito em
19/05/2012